De que maneira a contratação de idosos pode ajudar o Brasil a desenvolver seus resultados econômicos e quais medidas estão sendo tomadas?

 

Segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais-2015), divulgado pelo ministério do trabalho, são 7,5 milhões de idosos com carteira assinada. Dentro deste contexto, de 2010 para 2015, os que possuem idade entre 50 e 64 anos tiveram um aumento de 30% e os superiores a 65 anos são mais de 58%. Números significativos para o mercado corporativo e a economia do país, que fazem com que as empresas reflitam sobre esse assunto.

 

Essa camada da população não deseja ou não tem condições de sair do mercado de trabalho. Entre os principais motivos estão a necessidade de uma remuneração extra e/ou a vontade de permanecer ativo. Além de contribuir para a sua fonte de renda, é também uma forma de manter a sua autonomia e, muitas vezes, uma questão de condicionamento intelectual, ocupando cargos significativos nas organizações. Com isso, a mudança cultural se faz necessária para adequar-se ao cenário atual. Assim, envelhecer passa a ser visto como uma mudança de atuação e abertura para novas possibilidades.

 

O Rais identificou que o setor que mais emprega trabalhadores mais velhos é o de serviço. Quase 2,6 milhões de trabalhadores entre 50 a 64 anos tinham carteira de trabalho nesse segmento em 2015, e outros 200,4 mil com idade superior a 65 anos. No mesmo ano, a administração pública era o segundo setor mais receptivo a essa faixa etária e em seguida o da indústria de transformação e do comércio.

 

Além da questão econômica, a inserção dos idosos no mercado de trabalho traz ganhos à gestão das equipes. Os membros mais jovens se beneficiam com a troca de experiência com os mais velhos, o que faz com que enriqueça o ambiente de trabalho, valorizando, respeitando as diferenças e aprendendo a lidar melhor com elas.

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